guarda / a / chuva: que resta.
- É o que nos resta! Uma (?) mariposa. Uma mariposa – que voa e volta – ao ponto de onde partiu sem nunca parar /seu/ percurso.
Um inseto que não domou as asas,
que entendeu errado,
que desaprendeu o vôo.
Uma mariposa anciã que curva as patas & de larva, de lama, de resto de “chuva”. Resta também a tarde que se vai…
…………………………………
Restam as nuvens que, como a mariposa, sobrevoam o ir, voltando. A mariposa, belisca ,seu reflexo, nos restos, de chuva, no que restam, das flores.
Um (casulo) não tem boca, mas quando a abre aguça o mundo. Termina nas nuvens do que nos resta, termina o dia, termina tudo. A Chuva. Sem nunca conversarem. Uma mariposa. que voa. e volta. ao ponto. Uma mariposa. Uma mariposa, de tarde, na tarde dos restos do dia. Termina o ir voltando. Um resto do fim tarda, cheira à lama.
Um resto do reflexo feito de restos. Da.
Uma mariposa, nas flores, nos restos das flores, doma as asas em / pleno vôo.
Um resto / de tarde /vai às flores e / se vê noite
( ?!!? )
Deixamos o jardim, as cadeiras, as xícaras, os cigarros e voltamos à porta.
- Será que chove?
- É só o que nos resta!
- Da chuva?
- Nas flores.
- Gotas.
- Reflexos.
- De abelha.
- No chá.
- Com mel?
- Resta?
- Durma!!!
- Sopa de silêncios.
- Pneumonia.
- Guarda a chuva que amanhã veremos.
- Só os restos?
- Da chuva?
- Se é que chove ou choverá…
- No desespero do corpo?
- Nos copos… Setembro…
- Não faça tempestade!
- Lam(b)a!
- A gosto?


A chuva sempre gera algo produtivo e belo!
por isso não uso guarda-chuva. deixo ela em mim até o fim. não sou de açucar! sou mel das pernas e lambo chuva… dormir e acordar chuva. pena de quem não soube, eu, aproveitar. só gotas, chuva… que importa? vi?!
Antes poesia com mel do que com açucar, a brancura da poesia pode ser insuportável!
putaquepariu este tbém ficou mto bom!